Ponto médio e justificativa
M é o ponto do segmento AB que satisfaz AM=MB. Suas coordenadas ficam exatamente entre as coordenadas correspondentes dos extremos:
Na reta paramétrica A+t(B−A), o ponto médio ocorre em t=1/2, produzindo A+(B−A)/2=(A+B)/2.
Recuperação de um extremo
As operações são vetoriais, coordenada a coordenada. Se M=(3,2) e A=(−1,5), então B=(6,4)−(−1,5)=(7,−1).
Divisão interna em razão m:n
Se AP:PB=m:n, com m>0, n>0 e m+n≠0:
Os pesos aparecem no extremo oposto porque P=A+t(B−A), com t=m/(m+n). Desenvolvendo: P=[(m+n)A−mA+mB]/(m+n)=(nA+mB)/(m+n).
Forma paramétrica e posição
- 0≤t≤1: P está no segmento;
- 0<t<1: P é interior;
- t=0: P=A; t=1: P=B;
- t=1/2: ponto médio;
- t<0 ou t>1: P está fora do segmento.
Para AP:PB=m:n, t=m/(m+n).
Divisão externa
Convenção: P está na reta AB, fora do segmento, e AP:PB=m:n em comprimentos positivos, com m,n>0 e m≠n. Então:
Se m>n, P fica além de B; se m<n, além de A. O caso m=n não tem solução finita, pois o denominador zera. Sempre declare a convenção, pois razões orientadas podem usar sinais diferentes.
Paralelogramo e mediana
As diagonais de um paralelogramo têm o mesmo ponto médio. Para vértices consecutivos A,B,C,D, vale A+C=B+D, logo D=A+C−B.
Em um triângulo, a mediana liga um vértice ao ponto médio do lado oposto. Calcular esse ponto é o primeiro passo para escrever ou medir a mediana.
Parâmetros, eixos e retas
Se o ponto calculado deve pertencer ao eixo x, imponha sua ordenada igual a zero; no eixo y, imponha a abscissa zero. Para pertencimento a uma reta, substitua as coordenadas obtidas na equação.
Resolva primeiro a condição geométrica e só depois descarte valores que contrariem m>0, n>0 ou a posição exigida.
Pegadinhas
- Fazer média cruzada entre x e y.
- Usar B=M−A em vez de B=2M−A.
- Na razão interna, associar cada peso ao mesmo extremo.
- Usar fórmula externa sem declarar a convenção.
- Considerar t fora de [0,1] como ponto do segmento.
Questões resolvidas
1. Ponto médio
A=(2,−1), B=(6,7).
M=(4,3).
2. Extremo desconhecido
M=(3,2), A=(−1,5).
B=2M−A=(7,−1).
3. Razão interna
A=(0,0), B=(10,5), AP:PB=2:3.
P=(3A+2B)/5=(4,2); t=2/5.
4. Paralelogramo
A=(0,0), B=(4,1), C=(6,5) são consecutivos.
D=A+C−B=(2,4).
5. Divisão externa
A=(0,0), B=(6,0), AP:PB=3:1.
P=(3B−A)/2=(9,0), além de B; t=3/2.
Exercícios
1. O ponto médio de (2,−1) e (6,7) é:
2. M=(3,2) é médio de A=(−1,5) e B. Então B=
3. A=(0,0), B=(10,5), AP:PB=2:3. P é:
4. A=(1,2), B=(9,−2) e t=3/4. Então P=A+t(B−A) é:
5. A=(0,0), B=(4,1), C=(6,5) são vértices consecutivos de um paralelogramo. D=
6. P=(4,2) divide A=(k,0) e B=(6,3) internamente na razão AP:PB=2:1. Então:
7. A=(0,0), B=(6,0), e P divide AB externamente com AP:PB=3:1. O par (P,t) é:
8. A=(1,1), B=(5,2), C=(7,6) são consecutivos num paralelogramo. D e o ponto médio das diagonais são:
Gabarito comentado:
1-A: Faça a média das coordenadas correspondentes.
2-C: B=2M−A=(6,4)−(−1,5)=(7,−1).
3-B: P=(3A+2B)/5=(4,2).
4-D: B−A=(8,−4); P=(1,2)+(6,−3)=(7,−1).
5-A: D=A+C−B=(2,4).
6-C: P=(A+2B)/3; (k+12)/3=4 dá k=0 e t=2/3.
7-B: P=(3B−A)/2=(9,0), equivalente a t=3/2.
8-D: D=A+C−B=(3,5); M=(A+C)/2=(4,7/2).
Resumo final
- M=(A+B)/2 e B=2M−A.
- Interna: P=(nA+mB)/(m+n).
- P=A+t(B−A); t controla a posição.
- Externa exige convenção e m≠n.
- Diagonais do paralelogramo têm o mesmo ponto médio.