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Teorema de Pitágoras

Hipótese, demonstração e aplicações

Identifique o triângulo retângulo, relacione seus lados e use a recíproca com rigor antes de resolver problemas.

Definições, notação e enunciado formal

Triângulo retângulo

Triângulo não degenerado que possui exatamente um ângulo reto, isto é, de medida 90°.

Catetos

São os dois lados que formam o ângulo reto.

Hipotenusa

É o lado oposto ao ângulo reto e o maior lado do triângulo retângulo; não pode ser escolhida arbitrariamente.

Não degenerado

Tem área positiva: seus vértices não são colineares e as medidas de seus lados são reais positivas.

Considere △ABC com m(∠C)=90°. Os segmentos AC e BC são os catetos, e AB é a hipotenusa. Adotaremos a=|BC|, b=|AC| e c=|AB|; as barras indicam comprimentos, distinguindo cada medida do segmento geométrico.

Triângulo retângulo ABC e seus ladosO triângulo ABC é retângulo em C. AC e BC são catetos de comprimentos b e a, e AB é a hipotenusa de comprimento c. Um marcador quadrado registra o ângulo de 90 graus.CABb=|AC|a=|BC|c=|AB|90°
Os nomes e as medidas estão declarados; o marcador, e não a aparência, identifica o ângulo reto. Figura ilustrativa, sem escala.
Teorema de Pitágoras

Em todo triângulo retângulo, o quadrado da medida da hipotenusa é igual à soma dos quadrados das medidas dos catetos.

c²=a²+b²

No teorema, c representa a hipotenusa e, portanto, o maior lado do triângulo retângulo. A relação só pode ser aplicada diretamente quando a hipótese de ângulo reto foi estabelecida. Os termos a², b² e c² são quadrados de medidas: se a e b estão em centímetros, esses termos aparecem em cm² durante o cálculo, mas a raiz final volta a ser uma medida em centímetros.

Demonstração por decomposição de áreas

Demonstração do Teorema de Pitágoras por decomposiçãoUm quadrado de lado a mais b contém quatro triângulos retângulos congruentes de catetos a e b. Suas hipotenusas c delimitam um quadrado central de área c ao quadrado.ababclado externo: a+bárea central: c²
As marcas retas e a justificativa angular demonstram a forma central; ela não é inferida pela aparência. Figura ilustrativa, sem escala.
  1. Constrói-se um quadrado de lado a+b.
  2. Colocam-se nele quatro triângulos retângulos congruentes, cada um com catetos a e b e hipotenusa c.
  3. As quatro hipotenusas delimitam um quadrilátero central cujos quatro lados medem c.
  4. Se α e β são os ângulos agudos de cada triângulo, α+β=90°. Na disposição, cada ângulo interno central mede 180°−(α+β)=90°.
  5. Com quatro lados de medida c e quatro ângulos retos, o quadrilátero central é um quadrado de área c².

Passo a passo da dedução

  1. Calcule a área do quadrado externo de lado a+b.

    A = (a+b)²
  2. Some as áreas dos quatro triângulos retângulos.

    4 · (ab/2) = 2ab
  3. Iguale a área externa à soma dos triângulos com o quadrado central.

    (a+b)² = 2ab + c²
  4. Desenvolva o quadrado da soma.

    a² + 2ab + b² = 2ab + c²
  5. Subtraia 2ab dos dois membros.

    a² + b² = c²
Teorema demonstrado
a² + b² = c²

Cálculo da hipotenusa e dos catetos

c=√(a²+b²)
a=√(c²−b²)
b=√(c²−a²)

Usa-se a raiz quadrada positiva porque comprimentos são positivos. Em um triângulo retângulo válido, c>a e c>b; por isso, os radicandos c²−b² e c²−a² são positivos.

Hipotenusa

a=9 e b=12: c=√(9²+12²)=√225=15.

Cateto

c=13 e a=5: b=√(13²−5²)=√144=12.

Resultado irracional

a=b=1: c=√(1²+1²)=√2.

Exato e aproximado

√2 é o valor exato; 1,41 é uma aproximação decimal, não uma igualdade exata.

Atenção às unidades

Com catetos 9 cm e 12 cm, a soma dos quadrados é 225 cm²; então c=√(225 cm²)=15 cm.

Teorema direto e recíproca

Teorema direto

Hipótese: o triângulo é retângulo. Conclusão: c²=a²+b², sendo c a hipotenusa.

Recíproca

Hipótese: a, b e c são lados positivos de um triângulo, c é o maior e c²=a²+b². Conclusão: o ângulo oposto a c mede 90°.

Recíproca do Teorema de Pitágoras

Se um triângulo possui lados positivos a, b e c, com c sendo o maior lado, e satisfaz c²=a²+b², então o triângulo é retângulo, e o ângulo oposto ao lado c mede 90°.

Assim, o teorema direto calcula ou relaciona lados depois de conhecido o ângulo reto; a recíproca reconhece o ângulo reto a partir das medidas dos lados.

Existência do triângulo antes da classificação

Organize três medidas positivas como a≤b≤c. Basta verificar a+b>c: como c é o maior lado, as outras duas desigualdades triangulares já são automaticamente satisfeitas.

Contraexemplo: 2, 3 e 6

Como 2+3≤6, essas medidas não formam um triângulo. Comparar 6² com 2²+3² e chamá-lo de “obtusângulo” seria uma falsa classificação, pois não há triângulo para classificar.

  1. Confirme que as três medidas são positivas.
  2. Ordene-as: a≤b≤c.
  3. Teste a+b>c.
  4. Somente se o triângulo existir, compare c² com a²+b².

Classificação angular pelos lados

Depois de confirmar a existência, defina c como o maior lado. O ângulo C oposto a c é o maior ângulo do triângulo.

Retângulo

c²=a²+b²; pela recíproca, C=90°.

Acutângulo

c²<a²+b²; o maior ângulo satisfaz C<90°.

Obtusângulo

c²>a²+b²; o maior ângulo satisfaz C>90°.

Pré-condição

Sem a+b>c, a classificação angular não se aplica.

MedidasExistênciaComparaçãoClassificação
3, 4, 53+4>525=9+16retângulo
5, 6, 75+6>749<25+36acutângulo
4, 7, 104+7>10100>16+49obtusângulo
2, 3, 62+3≤6não aplicávelnão forma triângulo
Justificativa opcional pela Lei dos Cossenos

Esta é uma antecipação: c²=a²+b²−2ab·cos(C). Se cos(C)=0, então C=90°; se cos(C)>0, então C<90°; se cos(C)<0, então C>90°. Não é necessário dominar essa lei para usar corretamente a tabela.

Diagonais, alturas e malhas

Quadrado

A diagonal divide-o em dois triângulos retângulos congruentes: d²=l²+l², logo d=l√2.

Retângulo

A diagonal é a hipotenusa: d=√(a²+b²). Para 8×15, d=√289=17.

Triângulo isósceles

Se os lados congruentes medem l e a base mede b, a altura relativa à base também é mediana: h=√(l²−(b/2)²). Para l=13 e b=10, h=12.

Triângulo equilátero

A altura divide o lado l em duas partes l/2: h²=l²−(l/2)²=3l²/4, portanto h=l√3/2.

Diagonais e alturas que formam triângulos retângulosQuatro painéis mostram a diagonal de um quadrado, a diagonal de um retângulo, a altura mediana de um triângulo isósceles e a altura de um triângulo equilátero. Marcadores indicam ângulos retos.quadrado: d=l√2retângulo: d=√(a²+b²)isósceles: altura à baseequilátero: altura e mediana
As diagonais e alturas criam triângulos retângulos sob as hipóteses indicadas. Figura ilustrativa, sem escala.

Malha ou plano

Para deslocamentos horizontal Δx e vertical Δy, os segmentos perpendiculares formam os catetos, e a distância retilínea entre os pontos é d=√((Δx)²+(Δy)²). Com Δx=9 e Δy=12, d=15. Essa distância não é a soma 9+12 do percurso quebrado.

Distância retilínea em uma malhaOs pontos P e Q têm deslocamentos horizontal 9 e vertical 12. Os deslocamentos formam catetos perpendiculares e o segmento PQ é a hipotenusa de comprimento 15.PQΔx=9Δy=12d=15
Os eixos dos deslocamentos são perpendiculares; PQ representa a distância retilínea. Figura ilustrativa, sem escala.

Rampas, escadas e modelagem

Traduza o enunciado: altura ou desnível costuma ser um cateto, afastamento horizontal o outro, e rampa, cabo ou escada inclinada costuma ser a hipotenusa. Confirme isso pela perpendicularidade e pela posição oposta ao ângulo reto, não por palavras isoladas.

Modelos de rampa e escadaÀ esquerda, uma rampa liga um avanço horizontal de 1,2 metro a um desnível de 0,9 metro. À direita, uma escada de 10 metros, parede vertical e piso horizontal formam um triângulo retângulo com afastamento de 6 metros.1,2 m0,9 mrampa 1,5 m6 maltura hescada 10 m
Parede e piso são perpendiculares; a inclinação é a hipotenusa em cada modelo. Figura ilustrativa, sem escala.
Exemplo 1 — rampa

c=√(0,9²+1,2²)=√(0,81+1,44)=√2,25=1,5 m.

Exemplo 2 — escada

Com parede vertical e piso horizontal, h=√(10²−6²)=√64=8 m.

Ternos pitagóricos e parametrização de Euclides

Um terno pitagórico é uma tripla de inteiros positivos (a,b,c) que satisfaz a²+b²=c². A ordem dos catetos pode ser trocada, mas c deve ser a hipotenusa. Exemplos: 3,4,5; 5,12,13; 8,15,17; 7,24,25.

O terno é primitivo quando mdc(a,b,c)=1. Assim, 3,4,5 é primitivo; 6,8,10 também é pitagórico, porém não primitivo, pois é o dobro de 3,4,5 e tem máximo divisor comum 2.

Parametrização de Euclides

Para inteiros m>n>0:

a=m²−n²,   b=2mn,   c=m²+n²

Essas expressões sempre formam um terno pitagórico.

Verificação algébrica:

(m²−n²)²+(2mn)²

=m⁴−2m²n²+n⁴+4m²n²

=m⁴+2m²n²+n⁴

=(m²+n²)².

Para que o terno produzido seja primitivo, m e n devem ser coprimos e ter paridades diferentes. Nem toda escolha produz um terno primitivo.

m=2, n=1

a=3, b=4, c=5.

m=3, n=2

a=5, b=12, c=13.

m=4, n=1

a=15, b=8, c=17; ordenando os catetos: 8,15,17.

Múltiplos

Para inteiro positivo k: k(m²−n²), 2kmn, k(m²+n²).

Alcance da fórmula

Todo terno pitagórico primitivo pode ser obtido por essa parametrização, a menos da troca da ordem dos catetos. Para k>1, obtêm-se múltiplos não primitivos.

Erros frequentes e contraexemplos

  • Sem ângulo retoNão aplique o teorema direto sem estabelecer a perpendicularidade.
  • c arbitrárioNa fórmula, c é a hipotenusa; na classificação, c deve ser o maior lado.
  • Maior lado ≠ hipotenusaEm um triângulo qualquer, o maior lado só é hipotenusa se o triângulo for retângulo.
  • InexistênciaVerifique a desigualdade triangular antes de classificar.
  • Quadrados incompletosA relação correta é c²=a²+b², não c²=a+b.
  • Soma linearEm geral c≠a+b.
  • Raiz esquecidaDe c²=225 conclui-se c=15, não 225.
  • Raiz negativaComprimentos usam a raiz positiva.
  • Arredondamento precoceMantenha o radical exato até a conclusão.
  • Desenho sem escalaUse hipóteses e marcas, não a aparência.
  • Terno ≠ primitivo6,8,10 é pitagórico, mas não primitivo.
  • EuclidesCoprimalidade e paridades diferentes são condições de primitividade.
Triângulo não retângulo

Os lados 5,6,7 formam um triângulo, mas 7²=49 e 5²+6²=61. Portanto, a igualdade pitagórica não vale; o triângulo é acutângulo.

Questões resolvidas

1. Hipotenusa

Hipóteses: triângulo retângulo com catetos 9 cm e 12 cm. Incógnita: hipotenusa c.

Fórmula: c=√(a²+b²), pois são conhecidos os dois catetos.

Substituição: c=√(9²+12²)=√(81+144).

Desenvolvimento: c=√225=15 cm.

Conclusão: a hipotenusa mede 15 cm.

2. Cateto

Hipóteses: hipotenusa 13 cm e um cateto 5 cm. Incógnita: outro cateto b.

Fórmula: b=√(c²−a²), pois c é a hipotenusa.

Substituição: b=√(13²−5²)=√(169−25).

Desenvolvimento: b=√144=12 cm.

Conclusão: o outro cateto mede 12 cm.

3. Diagonal de retângulo

Hipóteses: retângulo 8 cm×15 cm; lados adjacentes perpendiculares. Incógnita: diagonal d.

Fórmula: d=√(8²+15²), pois a diagonal é a hipotenusa.

Substituição: d=√(64+225).

Desenvolvimento: d=√289=17 cm.

Conclusão: a diagonal mede 17 cm.

4. Altura de isósceles

Hipóteses: lados congruentes 13 cm e base 10 cm. Incógnita: altura h relativa à base.

Construção: a altura também é mediana; cada metade da base mede 5 cm.

Fórmula: h=√(13²−5²).

Desenvolvimento: h=√(169−25)=√144=12 cm.

Conclusão: a altura relativa à base mede 12 cm.

5. Existência e classificação

Hipóteses: medidas 4 cm, 7 cm e 10 cm. Incógnita: existência e tipo angular.

Existência: 4+7>10, então formam um triângulo.

Maior lado: c=10.

Comparação: 10²=100 e 4²+7²=65; logo 100>65.

Conclusão: o triângulo é obtusângulo.

6. Rampa

Hipóteses: desnível vertical 0,9 m e avanço horizontal 1,2 m, perpendiculares. Incógnita: comprimento c da rampa.

Fórmula: c=√(0,9²+1,2²).

Substituição: c=√(0,81+1,44)=√2,25.

Desenvolvimento: c=1,5 m.

Conclusão: a rampa mede 1,5 m.

7. Resultado radical

Hipóteses: quadrado de lado 1 m. Incógnita: diagonal d.

Fórmula: d=√(1²+1²).

Desenvolvimento: d=√2 m, valor exato.

Aproximação: d≈1,41 m, somente se solicitada.

Conclusão: a diagonal mede exatamente √2 m.

8. Problema algébrico

Hipóteses: lados x, x+7 e x+8 de um triângulo retângulo; x+8 é a hipotenusa. Incógnita: x>0.

Equação: x²+(x+7)²=(x+8)².

Desenvolvimento: x²−2x−15=0, então (x−5)(x+3)=0.

Validade: x=5 ou x=−3; rejeita-se −3 por não ser comprimento positivo.

Conclusão: x=5 e os lados medem 5, 12 e 13.

Exercícios

Fácil

1. Em △ABC, m(∠C)=90°. Qual segmento é a hipotenusa?

A) ACB) ABC) BCD) qualquer um
Fácil

2. Um triângulo retângulo tem catetos 9 cm e 12 cm. A hipotenusa mede:

A) 13 cmB) 14 cmC) 15 cmD) 21 cm
Fácil

3. A hipotenusa mede 17 cm e um cateto mede 8 cm. O outro cateto mede:

A) 15 cmB) 13 cmC) 19 cmD) 25 cm
Fácil

4. O que se conclui sobre as medidas 2, 3 e 6?

A) formam triângulo obtusânguloB) formam triângulo retânguloC) formam triângulo acutânguloD) não formam triângulo
Médio

5. Um retângulo mede 7 cm por 24 cm. Sua diagonal mede:

A) 23 cmB) 25 cmC) 31 cmD) 17 cm
Médio

6. Um triângulo isósceles tem lados 13 cm, 13 cm e base 10 cm. A altura relativa à base mede:

A) 5 cmB) 10 cmC) 12 cmD) 13 cm
Médio

7. O triângulo de lados 5, 6 e 7 é:

A) acutânguloB) retânguloC) obtusânguloD) inexistente
Médio

8. Uma escada de 10 m apoia-se em parede perpendicular ao piso, com o pé a 6 m da parede. A altura alcançada é:

A) 6 mB) 7 mC) 10 mD) 8 m
Difícil

9. Qual análise sobre ternos e a parametrização de Euclides está correta?

A) 6,8,10 é primitivoB) m=4 e n=1 geram 8,15,17; seu dobro não é primitivoC) m e n podem ser reais quaisquerD) catetos e hipotenusa podem trocar de função
Difícil

10. Um retângulo tem diagonal 13 cm e um lado 5 cm. Qual é sua área?

A) 60 cm²B) 65 cm²C) 50 cm²D) 144 cm²
Difícil

11. Um triângulo isósceles tem lados 25 cm, 25 cm e base 14 cm. Sua área é:

A) 150 cm²B) 175 cm²C) 168 cm²D) 336 cm²
Difícil

12. Os lados de um triângulo retângulo medem x, x+7 e x+8, sendo x+8 a hipotenusa. Os lados são:

A) 3, 10 e 11B) 4, 11 e 12C) 6, 13 e 14D) 5, 12 e 13

Gabarito comentado:

1-B: com ∠C reto, o lado oposto é AB; portanto AB é a hipotenusa. AC e BC são catetos.

2-C: c=√(9²+12²)=√225=15 cm. Somar 9+12 ignoraria os quadrados.

3-A: b=√(17²−8²)=√225=15 cm. A raiz negativa não representa comprimento.

4-D: 2+3≤6, então falha a desigualdade triangular; a classificação pelos quadrados não se aplica.

5-B: d=√(7²+24²)=√625=25 cm, pois a diagonal é a hipotenusa.

6-C: a altura divide a base em 5 e 5; h=√(13²−5²)=√144=12 cm.

7-A: o triângulo existe e 7²=49<5²+6²=61; logo é acutângulo.

8-D: parede e piso são perpendiculares; h=√(10²−6²)=√64=8 m.

9-B: m=4,n=1 produzem 15,8,17, isto é, 8,15,17; são primitivos. O dobro 16,30,34 tem mdc 2 e não é primitivo.

10-A: o outro lado vale √(13²−5²)=12 cm; a área é 5·12=60 cm².

11-C: metade da base mede 7 cm; h=√(25²−7²)=24 cm e S=14·24/2=168 cm².

12-D: x²+(x+7)²=(x+8)² leva a (x−5)(x+3)=0; como x>0, x=5, dando 5,12,13.

Resumo final

Hipótese

O teorema direto exige triângulo retângulo.

Hipotenusa

É o lado oposto ao ângulo reto e o maior lado do triângulo retângulo.

Fórmulas

c=√(a²+b²); a=√(c²−b²); b=√(c²−a²).

Existência

Com a≤b≤c, verifique a+b>c antes de classificar.

Classificação

Com c como maior: compare c² com a²+b².

Aplicações

Diagonais, alturas, malhas, rampas e escadas.

Terno pitagórico

Inteiros positivos que satisfazem a²+b²=c².

Primitividade

mdc 1; em Euclides, m e n coprimos e de paridades diferentes.

Formulação precisa

No triângulo retângulo, a hipotenusa é o maior lado. Nos critérios de classificação, c deve representar o maior lado do triângulo.